14 / 05 / 2019 - 18h40
Governo Federal reconhece situação de emergência São João do Arraial
O município de São João do Arraial localizado a 213km ao norte da capital Teresina, foi reconhecido por decreto da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil que reconhece a situação de emergência do município em decorrência dos prejuízos ocasionados pelas chuvas.
 
A portaria com o reconhecimento foi publicada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil no Diário Oficial da União (D.O.U) e leva em consideração o decreto de número 18.192, publicado pelo Governo do Estado, que declarou situação de emergência do município.
 
A necessidade de prestar socorro às vítimas, assim como o restabelecimento emergencial dos serviços essenciais e das condições de habitabilidade dos afetados, também foram alguns dos pontos destacados pela SEDEC ao recomendar que a medida fosse adotada.
 
Além de São João do Arraial, também foram reconhecidos os municípios de Campo Largo, Parnaíba, Luís Correia, Ilha Grande, José de Freitas, Capitão de Campos e Lagoa Alegre.
 
O reconhecimento federal possibilita que os municípios afetados possam receber apoio da União para ações de resposta e de reconstrução. As medidas são complementares à atuação do Governo do Estado e das prefeituras municipais.
 
Entenda o caso: 
 
Em uma única chuva no dia 20/03, registrou-se a marca de 190mm, a maior já registrada, causando o rompimento de 17 barragens e açudes. A média anual de precipitações para a Região dos Cocais é de cerca de 1100mm.
 
A prefeita Vilma Lima ordenou a criação de uma força tarefa coordenada pelo Secretário de Agricultura Miguelzinho Rodrigues, para fazer um levantamento dos prejuízos ocasionados pelo temporal que atingiu a região. O secretário relata que, felizmente não houve vítimas humanas fatais.
 
As chuvas danificaram dezenas de quilômetros de estradas vicinais, ficando alguns trechos completamente intrafegáveis, esburacadas ou com poças d´água. Ao todo foram contabilizados o rompimento de 17 açudes e/ou barragens, deixando um rastro de prejuízo aos produtores de pescados, alguns com perdas de produtos e estruturas que somam mais de 100 mil reais.
 
Os produtores literalmente viram seus esforços de anos, descendo por água abaixo. A maior parte dos pescados seriam comercializados durante o período da Pascoa e Semana Santa.